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O Agente Secreto, Nirá Izakaya e a Odisseia

um grande filme ainda nao vi

O Agente Secreto

Semana passada eu fui com Michelly assistir o Agente Secreto, filme novo do Kleber Mendonça Filho que eu tava o ano todo ansioso pra ver, lá no cinema do Museu da Fundação. Aproveitei que o filme tem a vibe do cinema de rua pra conhecer o cinema do museu.

Cartaz agente secreto

Curti muito a experiência de ver esse filme justamente por ele nao ser o filme que eu estava esperando baseado nos trailers e materiais promocionais, inclusive diria que tenho que rever pra poder ver o filme ja esperando pra onde a história vai. Curti demais a representação de Recife dos anos 70 e curti ainda mais o quão um filme tão tenso consegue ser engraçado, tanto pelo texto de Kleber como pelas atuações dos coadjuvantes. Tem algumas coisas que achei estranho mas nao diria que chegou a me incomodar, mas também pode ser só que o filme não era o filme que eu estava esperando. Eu vou deixar como 4/5 a nota por agora mas isso tem validade só até eu rever.

Wagner Moura

O legal de ver filme em cinema de rua é que você sai da sessão e não é jogado direto num shopping center, da pra ver a rua, o céu, as pessoas.

mato

Nirá Izakaya

Foi por causa dessa vibe, e por que tava relativamente cedo, que a gente decidiu estender o rolê e ir comer no Nirá.

nirá

De entrada a gente pediu esse tofu com atum que foi o ponto alto da janta. Tofu sinceramente não tem muito gosto, apesar disso é melhor do que eu lembrava, mas tava ornando muito bem com o atum que tava imoral, papo de querer só comer isso.

atum

De prato principal Michelly pediu um lámen e eu decidi pedir um Karê, fazia muito tempo que não comia, tava bom mas com muita pimenta/gengibre/cominho então tava tudo muito intenso. A textura também tava um pouco mais pastosa do que se espera de um Karê. Michelly achou ruim, eu daria um 7/10.

karê

Odisseia

Odisseia

Na sexta eu terminei de ler a Odisseia, já tinha lido a Ilíada antes, e fiquei impressionado como nesse a leitura fluiu mais que o outro, não sei se por que já tava mais acostumado com a temática/linguagem, se por que Odisseia tem umas 100 páginas a menos, se por que a história é mais dinâmica, ou se por uma junção disso tudo. Sei que me diverti mais do que esperava lendo sobre os mil ardis do sofredor e astucioso Ulisses, sua determinação quase divina de voltar para sua pátria e sua amada sobreposta nos momentos humanos de fraqueza, suas viagens, sorte e azar, altos e baixos, tudo isso numa escrita de quase 3000 anos atrás que não deixa em nada a desejar frente à literatura moderna. 10/10

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